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Setembro e Outubro o Piemonte renasce

O mês de setembro, aqui nas colinas do Piemonte è fantastico. Começa o periodo da “vendemmia” e pelas colinas o trabalho è intenso, e também um momento ideal para poder visitar adegas ou partecipar de alguma colheita. Cada colheita é diferente da anterior a causa do amadurecimento das uvas, acidez e teor alcoólico. Escolher o momento certo para a colheita de uvas é essencial.
É o momento mais esperado; A videira é uma planta que deve ser seguida em todas as suas fases, desde o despertar até o amadurecimento das uvas. A qualquer momento existe o risco de que algum fenômeno meteorológico ou biológico possa comprometer a cultura ou a própria planta. A colheita geralmente ocorre durante as horas mais frescas do dia, alguns preferem fazer isso à noite, de modo que o calor não inicia uma série de reações químicas indesejáveis.
Para os melhores vinhos, ou naqueles territórios hostis onde a inclinação dificulta a tecnologia, a colheita é manual.
Outras grandes Vinicolas, com terreno plano e linhas bem espaçadas, efetuam a colheita mecânica.
A colheita é um momento esperado e delicado, e por isto algumas Vinicolas desejam compartilhar este momento de grande orgulho e duro trabalho realizando festas e atividades (aqui vc pode descobrir)que possam os visitantes ter acesso ao inteiro processo da transformaçao da uva ao vinho.
O mês de setembro è a soma de um ano de trabalho, è o momento que preanuncia o inverno, trazendo mudanças…

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…e pelas Verdes Colinas, tudo se transforma dando espaço as cores da terra e pelas manhãs as colinas são cobertas de neblina, um dos fatores que ajudam à maturaçao do Tartufo, a umidade, deve ser garantida durante o crescimento do "TARTUFO" ( trufa) e no estágio final de maturação no período de outono-inverno.

Aqui se diz o ditado: “Aria settembrinafresca alla sera e fresca la mattina.”

E em outubro acontece uma das feiras mais importantes no mundo culinario, A feira internacional do Tartufo (trufa) Branco na cidade de Alba, nas Langhe, e no Monferrato, no vilarejo de Moncalvo . Questa iguaria deve ser degustada com um “risotto” ou com o tipico prato de pasta o “tajarin” piemontese :-) .
Ir a "caça" de Tartufo (Trufa) è uma experiência fantastica, mas è uma atividade super segreta e por isto não è facil achar o "tartufaio" (pessoas com permissão de "caçar" o Tartufo) disponivel à compartilhar estes tesouros. Existem tours estudados e dedicados à estas iguarias que funcionam como demonstração para compreender o trabalho entre o homem, o cachorro e o proprio territorio.
No entanto, se voce estiver neste mês de setembro por estas verdes colinas, ocorre o “Salone del Gusto” (a cada dois anos) promovido pelo movimento Slow Food (nasceu na cidade de Bra, provincia di Cuneo), na cidade de Torino, Região do Piemonte.

O Salone del Gusto è uma oportunidade para poder explorar e degustar as maravilhas deste pais e curiosidades do mundo no setor alimentar. Neste 5 dias toda a Região do Piemonte è envolvida, e muitos tours dedicados pelas cidade de Asti, Cannelli, Alba, Cuneo, e pelo Monferrato para conhecer de perto as delicias desta Região.
Este Festival não è somente para comer, mas parte da mais ampla compartilhamento possível de conhecimentos e tenta estimular e incentivar a mudança nos nossos hábitos alimentares.

Curioso? Te espero por aqui para te levar à descobrir os tesouros destas Verdes Colinas e apaixonar-se por este territorio.

Baci e Abbracci


Degustar vinhos, não è uma atividade para todos

Abrir uma garrafa de Vinho, derramar um copo, observá-lo e saboreá-lo com cuidado estimularia muito mais partes do cérebro de do que resolver um problema matemático muito complicado. É desta ideia o neurocientista da Universidade de Yale, Gordon Shepherd, no seu livro “Neuroenology: How the Brain Creates the Taste of Wine” descreve o processo de degustação de vinhos como algo muito mais complexo do que ouvir música clássica ou da resolução de um problema de algebra.

Estive recentemente em uma degustação no vilarejo de Nizza Monferrato, na região do Piemonte. Foi uma experiência super instrutiva, mas não somente porque degustei o vinho Nizza de diferentes etiquetas, mas porque pude viajar com os meus sentidos e conhecer ainda mais sobre o meu Monferrato. Mesmo sem sem ler o livro do cientista Doutor Shepherd, aprovo os seus estudos :-) e conselho à todos de praticar mais esta atividade da degustaçao, mas sobretudo de fazer-la no território de produção e com professionais!

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Degustar vinhos

è um processo muito mais complexo
que resolver um problema de matematica.

Atravès a experiência de uma degustação de vinho, pode-se conhecer um territorio muito mais do que um possa imaginar. Degustar vinhos, não è somente saber girar o copo e ver o movimento do vinho  :-). No momento da degustaçao de vinhos aprende-se particulares da terra, da localizaçao da vinha, do produtor, de tecnicas diferentes utilizadas, de como o clima influencia a produçao de um vinho ao outro... se descobre que o vinho è magia.
Mas para poder descobrir todos estes aspectos è importante fazer pratica, e como? Bebendo! Explorando a região onde vai, lendo e curiosando. Somente assim começa-se a aumentar o conhecimento sobre vinho e tudo o que faz parte dele.

O vinho “NIZZA” è produzido exclusivamente com uvas Barbera das melhores vinhas expostas pelos 18 municípios da região de Nizza Monferrato, no Piemonte. É um vinho de estrutura, elegância e longevidade que representa a maior expressão da videira binomial (Barbera) e do território. A partir da colheita de 2014, Nizza Monferrato possui um DOCG autônomo, onde vinho e território são chamados da mesma forma, coroando assim o trabalho de dez anos dos 39 produtores que formaram a Associação dos Produtores de Nizza.

A degustaçao dos 5 "CRU" Nizza DOCG do ano 2012 foram:

Laudana - Cantina Vinchio Vaglio
Le Nicchie - La Gironda
Titon - L’Armangia
Neuvsent -Cascina Garitina
Generala - Bersano

E’ importante entender que a palavra CRU, nasce da lingua francês, que deriva do verbo "croitre" (crescer), e serve à identificação de um local específico de produção onde alguns fatores, mesmo não naturais, conferem ao vinho características únicas e específicas, diferentes de aqueles presentes em outros vinhos produzidos em locais próximos.

 

CIN-CIN Salute!

A viagem à procura de origens

Se você se encontra no paìs da excelência culinaria, o bom gosto è o teu companheiro ideal.

Uma das coisas que aprendi vivendo na Italia, è que cada região e em cada cidade existe uma historia, um ingrediente, um prato diferente à ser descoberto. Para se ter uma ideia, na cidade onde vivo, Alessandria, voce poderà encontrar diferentes receitas da massa tipica chamada “Agnolotto” em uma distancia de 20 km. Cada cidadezinha possui a sua propria receita e não se discute. Questa è a maravilha da Italia.

VIVER uma experiencia, FAZER um percurso e SENTIR o territorio

Vamos hoje até o territorio chamado Lomellina. Lomellina encontra-se no confim da Regiao Lombarda e Piemonte, no meio de dois Rios; Ticino e o Rio Pò. Estamos na Patria do Arroz. No final do século XV, o cultivo do arroz se espalhou amplamente no norte da Itália e precisamente na Lombardia e no Piemonte, em torno da cidade de Vercelli, onde as primeiras sementes de arroz foram implantadas por Ludovico il Moro (o Duque de Milano) e seu irmão Galeazzo Sforza, que pensaram em explorar a inundação freqüente de Pò para o cultivo do arroz.  E assim se deu inicio à difusão do arroz nesta terra chamada Lomellina.

O territorio dos arrozais oferece uma beleza paisagistica magica. Seja no verão ou no inverno mesmo com a presença da neblina o encanto è palava que eu defino este lugar.  O território de Lomellina oferece diferentes “fotografias paisagísticas ” no ano inteiro, devido as várias etapas da cultivação do Arroz na água. O Arroz sendo cultivado na água contribui, na mudança da cor do cenário com o azul das extensões de água nos campos na primavera, com o verde das mudas recém-nascidas no início do verão, até chegar a cor dourada das espigas maduras para a colheita.

Chegando em Semiana, na província de Pavia, se encontra a "Cascina Molino della Raina". Esta "Cascina" contornada da cultivaçao de arroz è completamente reformada no respeito da tradição e dos grandes espaços de uma grande casa tipica do territorio lombardo, mas com modernidade e elegança. Na reforma o ex-Mulino da "Cascina" foi reformado e implementado um sistema hidraulico integrado de tecnologie avançada que permite que a estrutura seja completamente auto - suficiente para a produçāo de energia.  

Uma "Cascina" de alma verde, seja pelo utilizzo da energia renovavel produzida pelo Mulino, que pelo Menu oferecido no restaurante presente na "Cascina". O restaurante "AcquaMatta Green Soul Ristorante ", reflete a beleza do territorio atraves a presença das suas grandes janelas vista jardim e plantaçoes de arroz, mas sobretudo pelo menu que sabe combinar tradiçao e contemporaneidade.

In cucina funziona come nelle più belle opere d’arte. Non si sa niente di un piatto fintanto che si ignora l’intenzione che l’ha fatto nascere.
 Acquamatta Green Soul Ristorante

O encontro de novos gostos junto à tradiçao è guiado por Andreia Saito, manager e sommelier. A sua presença em sala è delicada e ao mesmo tempo forte e segura.

Como disse Massimo Bottura: “...L’arte dell'ospitalità è quella magica alchimia che riesce a combinare, in un perfetto equilibrio, servizio, accoglienza e convivialità e fa diventare l'esperienza di un ristorante o di un hotel davvero memorabile".

Viva experiencias viajando, experimentando, degustando, explorando, curiosando para tornar a tua viagem inesquecivel.